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2.02.2010

Biografia de Montesquieu


Montesquieu nasceu numa família nobre francesa. Estudou numa escola religiosa de oratória. Após concluir a educação básica, foi estudar na Universidade de Bordeaux e depois em Paris. Nestas instituições teve contato com vários intelectuais franceses, principalmente, com aqueles que criticavam a monarquia absolutista.
Com a morte do pai em 1714, retornou para a cidade de Bordeaux, tornando-se conselheiro do Parlamento da cidade. Nesta fase,viveu sob a proteção de seu tio, o barão de Montesquieu. Com a morte do tio, Montesquieu assume o título de barão, a fortuna e o cargo de presidente do Parlamento de Bordeaux.
Em 1715, Montesquieu casou-se com Jeanne Lartigue. Tornou-se membro da Academia de Ciências de Bordeaux e, nesta fase, desenvolveu vários estudos sobre ciências. Porém, após alguns anos nesta vida, cansou-se, vendeu seu título e resolveu viajar pela Europa. Nas viagens começou a observar o funcionamento da sociedade, os costumes e as relações sociais e políticas. Entre as décadas de 1720 e 1740, desenvolveu seus grandes trabalhos sobre política, principalmente, criticando o governo absolutista e propondo um novo modelo de governo.
Em 1729, enquanto estava em viagem pela Inglaterra, foi eleito membro da Royal Society.
Montesquieu morreu em 10 de fevereiro de 1755, na cidade de Paris

Biografia de Voltaire


François-Marie Arouet (Paris, 21 de novembro de 1694— Paris, 30 de maio de 1778), mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio.
Voltaire foi um escritor prolífico, e produziu obras em quase todas as formas
literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.
Ele foi um defensor aberto da
reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo.
Voltaire foi um dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com
John Locke e Thomas Hobbes) cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.

2.01.2010

Cruz Vermelha



A organização foi fundada por iniciativa de Jean Henri Dunant, em 1863, sob o nome de Comitê Internacional para ajuda aos militares feridos, designação alterada, a partir de 1876, para Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

A assistência aos prisioneiros de guerra teve grande avanço a partir de 1864, quando foi realizada a Convenção de Genebra, para a melhoria das condições de amparo aos feridos, e em 1899, quando foi realizada a Convenção de Haia, que disciplinava as "normas" de guerra terrestre e marítima.

Atualmente, a Cruz Vermelha não se tem limitado apenas à proteção de prisioneiros militares, mas também a detidos civis em situações de guerra ou em nações que violem os Estatutos dos Direitos Humanos. Preocupa-se ainda com a melhoria das condições de detenção, a garantia do suprimento e distribuição de alimentos para as vítimas civis de conflitos, a prover assistência médica e a melhorar as condições de saneamento especialmente em acampamentos de refugiados ou detidos.

Também tem atuado em assistência a vítimas de desastres naturais, como enchentes, terremotos, furacões, especialmente em nações com carência de recursos próprios para assistência às vítimas.

A Cruz Vermelha baseia-se no princípio da neutralidade, não se envolvendo nas questões militares ou políticas, de modo a ser digna da confiança das partes em conflito e assim exercer suas atividades humanitárias livremente.

ONU



A Organização das Nações Unidas (ONU), ou simplesmente Nações Unidas (NU), é uma organização internacional cujo objetivo declarado é facilitar a cooperação em matéria de direito internacional, segurança internacional, desenvolvimento econômico, progresso social, direitos humanos e a realização da paz mundial. A ONU foi fundada em 1945 após a Segunda Guerra Mundial para substituir a Liga das Nações, com o objetivo de deter guerras entre países e para fornecer uma plataforma para o diálogo. Ela contém várias organizações subsidiárias para realizar suas missões.

Existem atualmente 192 estados-membros, incluindo quase todos os estados soberanos do mundo. De seus escritórios em todo o mundo, a ONU e suas agências especializadas decidem sobre questões desubstantivas e administrativas em reuniões regulares ao longo do ano. A organização está dividida em instâncias administrativas, principalmente: a Assembleia Geral (assembleia deliberativa principal); o Conselho de Segurança (para decidir determinadas resoluções de paz e segurança); o Conselho Econômico e Social (para auxiliar na promoção da cooperação econômica e social internacional e desenvolvimento); o Secretariado (para fornecimento de estudos, informações e facilidades necessárias para a ONU), o Tribunal Internacional de Justiça (o órgão judicial principal). Além de órgãos complementares de todas as outras agências do Sistema das Nações Unidas, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

12.10.2009

Thomas More


Nome: Thomas More;
Nascimento: 7 de Fevereiro de 1477 em Londres;
Óbito: 1886;
Naturalidade: Inglaterra;
Nacionalidade:Inglês;
Profissões: escritor e pensador;
Realizações: "O Elogio da Loucura"
Texto:
Escritor e pensador inglês, Thomas More nasceu a 7 de Fevereiro de 1477, em Londres. Filho de um juiz proeminente, estudou na Escola de St. Anthony na sua cidade. Enquanto jovem foi pajem do arcebispo Morton, que lhe predisse grandeza.Prosseguiu os seus estudos em Oxford, sob a tutela de Thomas Linacre e de William Grocyn. Aí não só estudou Literatura Grega e Latina, como começou a escrever comédias. Uma das suas primeiras obras foi uma tradução para inglês da biografia em latim do humanista Picco della Mirandola, impressa em 1510.Por volta de 1494, tornou a Londres para estudar Direito, tornando-se advogado em 1501. Fez intenções de abraçar a vida monástica, mas sentiu-se na obrigação de servir o seu país através da política. Foi eleito para o Parlamento em 1504, altura em que casou pela primeira vez.Tornou-se amigo de Erasmo, aquando da sua primeira visita a Inglaterra em 1499. Trabalharam em conjunto na tradução das obras de Luciano. Erasmo, por ocasião da sua terceira visita ao país, publicou o Encomium Moriae (1509, O Elogio da Loucura), dedicando-o a More.Atraindo a atenção do rei Henrique VIII, foi por diversas vezes enviado pelo monarca em missões diplomáticas ao estrangeiro. Em 1516 traduziu a sua obra mais conhecida, Uthopia (A Utopia), do latim para o inglês.Em 1518 foi nomeado membro do Privy Council e investido cavaleiro em 1521. More ajudou o rei a escrever um repúdio às ideias de Martinho Lutero e, ganhando o favor real, foi nomeado orador da Câmara dos Comuns, em 1523, e Conselheiro do Ducado de Lencastre, em 1525. Recusando-se apoiar o plano de Henrique VIII para se divorciar de Catarina de Aragão foi, não obstante, elevado ao cargo de Lorde Conselheiro, sendo o primeiro leigo a ocupá-lo.Demitiu-se das suas funções em 1532, alegando razões de saúde, e recusou-se assistir à coroação de Ana Bolena em 1533, facto que desagradou ao monarca. Em 1534 foi acusado de cumplicidade com Elizabeth Barton, uma freira que se opunha ao cisma de Henrique VIII com Roma.Em Abril de 1534, More recusou-se a pronunciar a Lei da Sucessão e o Juramento de Supremacia, sendo por isso condenado à prisão na Torre de Londres a 17 de Abril. Acusado de traição, foi decapitado a 6 de Julho de 1535. As suas últimas palavras teriam sido: "Bom servidor do rei, mas de Deus primeiro." Foi beatificado em 1886 e canonizado santo pela Igreja Católica em 1935

Erasmo de Roterdão


Nome: Erasmo de Roterdão;
Nascimento: 1469;
Óbito: 1536 em Basileia;
Naturalidade:Inglaterra;
Nacionalidade:Inglês;
Profissões: Monge e pintor;
Realizações: "Loucura", e " Colónios";
Texto:
Conhecido como Erasmo de Roterdão (ou Rotterdam), Desidério Erasmo foi, em seu tempo, um dos maiores críticos do dogma católico romano e da imoralidade do clero. Mas não deixou de atacar também o movimento protestante de Lutero. Professor de Língua Grega na Universidade de Oxford, na Inglaterra, ele percorreu as principais universidades da Europa.·Pouco se sabe ao certo sobre sua família. Há informações de que era filho ilegítimo de um padre chamado Gerard com uma mulher conhecida apenas como Margareth, ambos vítimas da peste de 1483. Erasmo teve a melhor educação possível em seu tempo, em mosteiros religiosos. Chegou a ser admitido como monge aos 25 anos, mas nunca exerceu o sacerdócio.·Estudou na Universidade de Paris (Sorbonne), que começava a receber a influência da cultura clássica renascentista vinda das cidades-estado italianas, onde esteve entre 1506 e 1509.·Sua principal obra, o Elogio da loucura (1509), defendia a tolerância e a liberdade de pensamento e denunciava as acções da Igreja. Seus livros em latim, grego, holandês, inglês, francês e italiano atraíam leitores por toda a Europa. Perseguido por suas ideias, o pensador procurou refúgio na Basileia suíça, onde estava rodeado de amigos e pôde expressar-se livremente, associado ao grande editor Froben. Em 1516, Erasmo publicou uma nova edição e tradução para o latim do Novo Testamento, feita a partir dos manuscritos originais. Esse trabalho, editado com anotações do tradutor, serviu de base para os estudos da Bíblia produzidos pelos protestantes durante a Reforma. O Novum Instrumentum omne, diligenter ab Erasmo Rot. Recognitum et Emendatum foi dedicado ao papa Leão X. Na segunda edição, o termo Testamentum foi usado em vez de Instrumentum. O termo ficou mais familiar porque foi usado pelos tradutores da versão da Bíblia do rei James, da Inglaterra.·Erasmo foi chamado a tomar partido entre Martinho Lutero e a Igreja Católica, mas se recusou. Ele tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à Igreja, mas não quis se comprometer e disse que não era um inimigo do clero. Como resultado, Erasmo viu-se em conflito com ambas as grandes facções religiosas.·Durante a sua vida, as autoridades da Igreja católica nunca o chamaram a justificar as suas opiniões. Após a sua morte, porém, a Igreja católica romana colocou seus escritos no Índex librorum prohibitorum, uma lista de livros proibidos pela Igreja.

Leonardo da Vinci



Nome: Leonardo da Vinci;
Nascimento: 15 de Abril de 1452;
Óbito:
Naturalidade: cidade de Vinci, perto de Florença;
Nacionalidade:Italiano;
Profissões: Pintor, escultor, arquitecto e engenheiro;
Realizações: " A ultima Ceia" e " Mona Lisa"


TEXTO


Leonardo nasceu a 15 de Abril de 1452, na pequena cidade de Vinci, perto de Florença, centro intelectual e científico da
Itália. O seu talento artístico cedo se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Reconhecendo estas suas capacidades, o seu pai, Ser Piero da Vinci, mostrou os desenhos do filho a Andrea del Verrocchio. O grande mestre da renascença ficou encantado com o talento de Leonardo e tornou-o seu aprendiz. Em 1472, com apenas vinte anos, Leonardo associa-se ao núcleo de pintores de Florença. Não se sabe muito mais acerca da educação e formação do artista, no entanto, muitos autores afirmam que o seu conhecimento não provém de fontes tradicionais, mas sim da observação pessoal e da aplicação prática das suas ideias. Pintor, escultor, arquitecto e engenheiro, Leonardo da Vinci foi o talento mais versátil da Itália do Renascimento. Os seus desenhos, combinando uma precisão científica com um grande poder imaginativo, reflectem a enorme vastidão dos seus interesses, que iam desde a biologia, à fisiologia, à hidráulica, à aeronáutica e à matemática. Durante o apogeu do renascimento, Da Vinci, enquanto anatomista, preocupou-se com os sistemas internos do corpo humano, e enquanto artista interessou-se pelos detalhes externos da forma humana, estudando exaustivamente as suas proporções Os pintores do Renascimento, e em particular Da Vinci, recorreram a conceitos de geometria projectiva (centro de projecção, linhas paralelas representadas como linhas convergentes, ponto de fuga) para criar os seus quadros com um aspecto tridimensional. A obra prima «A Última Ceia» é um bom exemplo disso. Um dos quadros mais famosos do mundo deve-se a este homem das ciências e das artes. A «Mona Lisa» é provavelmente o retrato de Madona Lisa Gherardini, mulher do rico cidadão de Veneza Francesco del Giocondo que o encomendou ao pintor. Daí o quadro também ser chamado «A Gioconda». Desconfia-se, no entanto, que Leonardo tenha de facto começado a pintura como um retrato da mulher do nobre, mas que depois a tenha tornado na imagem da ideia que o pintor fazia da beleza perfeita. Como já foi referido Leonardo sentia-se interessado por muitas áreas do saber e pela sua inter-relação. Deste modo, Leonardo da Vinci utilizou inúmeros conceitos matemáticos na pintura, em projectos de arquitectura e em diversas invenções A inscrição existente sob a porta da academia de Platão, "Que não entre ninguém que seja um laico em geometria", retirada dos apontamentos de Leonardo da Vinci dá-nos a ideia da importância que a matemática tinha para ele. Leonardo escreveu também "... nenhuma investigação humana pode ser considerada ciência se não abrir o seu caminho por meio da exposição e da demonstração matemáticas".

11.18.2009

Carta constitucional de 1826


"Art.º 1 - O reino de Portugal é a associação de todos os cidadãos portugueses. Eles formam uma nação livre e independente (...)
Art.º 4 - O seu governo é monárquico, hereditário e representativo (...)
Art.º 11 - Os poderes políticos reconhecidos pela Constituição do Reino de Portugal são quatro: o poder legislativo, o poder moderador, o poder executivo e o poder judicial.
Art.º 12 - Os representantes da Nação Portuguesa são o Rei e as Cortes Gerais.
Art.º 13 - O poder legislativo compete às Cortes com a sanção do Rei (...)
Art.º 17 - O poder moderador é a chave de toda a organização política e compete privativamente ao Rei, como chefe supremo da Nação, para que vele sobre a independência, equilíbrio e harmonia dos demais poderes políticos (...)
Art.º 75 - O Rei é o chefe do poder executivo e o exercita pelos seus Ministros de Estado (...)
Art.º 118 - O poder judicial é independente e será composto de juízes e jurados (...)"

Constituição de 1822



Em 1822, as Cortes constituintes aprovaram e apresentaram ao país a primeira constituição portuguesa: a Constituição Politíca da monarquia Portuguesa, que ficou conhecida por Constituição de 1822.
Nesta ficou condagrada a soberania da nação, ou seja, o poder do povo exercido através do voto para a eleição dos deputados, a divisão tripartida dos poderes ( executivo, legislativo e judicial), a igualdade dos cidadãos perante a lei e os direitos, liberdades e garantias do cidadão ( liberdades fundamentais). Na constituição de 1822, a soberania da nação era, no entanto, limitada, pois o direito de voto estava reservado apenas aos eleitores varões que soubem ler e escrever e que pagassem uma determinda quantia em impostos ao estado ( sufragio censitário). As mulheres, as pessoas analfabetas e os frades, ou seja, a maioria da população, não tinham o direito de voto. O rei D.João VI, que fora obrigado pelas cortes constituintes a regressar do Brasil, jurou cumprir a constituição. Com a aprovação e promulgação da constituição, o regime político absulotista e a sociedade de ordens foram abolidos.

Constituição de 1976




Após o 25 de Abril foi instituída a Constituição de 76, cujos 298 artigos estavam divididos em Princípios Fundamentais, Direitos e Deveres Fundamentais, Organização Económica, Organização do Poder Político, Garantia e Revisão da Constituição e Disposições Finais e Transitórias. Seguindo a constituição alemã de Weimar (1919), esta lei apresentava objectivos relacionados com a criação do estado social e democrático e também ao aperfeiçoamento da democracia política, económica, social e cultural.

Constituição de 1933


A Constituição de 1933, que marcou o início do Estado Novo, garantia os principais direitos dos cidadãos. No entanto, subordinava-os aos interesses do Estado, o que dava azo às mais diversas arbitrariedades.
O Presidente da República foi consagrado como o primeiro poder dentro do Estado, detendo o poder executivo, que partilhava com o governo; o poder legislativo pertencia essencialmente à Assembleia Nacional. Esta, no entanto, viu sempre os seus poderes reduzidos, já que a grande parte das leis eram propostas pelo próprio governo e quase automaticamente aprovadas.
Apesar de na Constituição vigorar a subordinação do Presidente do Conselho ao Presidente da República, na realidade isto nunca se verificou: a autoridade de Salazar foi sempre incontestável, sendo o seu poder sempre superior ao do Presidente da República.

Constituição de 1911



Texto constitucional aprovado, após largo debate, em 21 de Agosto de 1911, pela Assembleia Nacional Constituinte, eleita por sufrágio directo, em consequência da revolução republicana de Outubro de 1910. A República foi proclamada em Lisboa em 5 de Outubro de 1910. Desse mesmo dia data a organização do Governo Provisório, que, dispondo dos mais largos poderes, se ocupou da administração do País e foi presidida por Teófilo Braga. A Assembleia Constituinte reuniu-se, pela primeira vez, em 19 de Junho de 1911; sancionou a revolução republicana, e veio a eleger uma comissão encarregada de elaborar o projecto-base do novo texto constitucional. Foram apresentados à Assembleia textos como o de Teófilo Braga. Basílio Teles publicou também umas bases de Constituição. A discussão que precedeu a aprovação da Constituição foi, bastante larga, incidindo principalmente sobre o problema do presidencialismo, orientação que foi rejeitada, e sobre a questão da existência de uma ou duas Câmaras.








6.01.2009

A Guerra dos Cem Anos:






A Ocorrência de diversas guerras como a GUERRA DOS CEM ANOS (1337-1453) entre a Inglaterra e a França, as Guerras Fernandinas e a Guerra da Independência, entre Portugal e Espanha, são alguns dos muitos conflitos que afectaram a Europa.

As fomes, as pestes e as guerras foram responsáveis pelo grande aumento da taxa de mortalidade, sobretudo infantil. No século XIV houve uma forte quebrada demográfica.

A economia foi então afectada pela falta de mão-de-obra e a carência de cereais.

Isto provocou uma rápida subida de preços. Esta inflação fez com que a moeda perdesse o seu valor, havendo assim uma desvalorização monetária.

Portugal também foi afectada por esta crise que se prolongou pelos reinados de D. Afonso IV e de D.Fernando.

Para além das dificuldades económicas, esta época também foi marcada por grandes mudanças a nível da mentalidade. A arte e a literatura ficaram marcadas pelas ideias da morte e do macabro.

Revoltas populares: Rurais e Revoltas













Revoltas Populares: Geriram muitas revoltas por causa da crise tanto nos campos, como nas cidades. Em França estas revoltas designavam-se por jacqueries. Eram levantamentos populares de camponeses e artesãos contra os elevados tributos cobrados pelos senhores feudais do rei.








Revoltas Rurais: Eram movimentos de camponeses que atacavam as casas senhoriais e perseguiam os nobres. Estas eram reprimidas, com grande violência, e pelos senhores feudais.
































Urbanas





Revolução de 1383-85


A revolução de 1383 a 1385 deu-se a partir da crise económica, social e política que pôs em perigo a independência nacional.
Nesta revolução a peste negra e as fomes, foram devidos aos maus anos de agrícolas,que levaram à quebra demográfica. Também levou a falta de Mao-de-obra, abandono dos campos, em que os Reis D. Afonso IV e D. Fernando tomaram algumas medidas para tentar travar a crise como as seguintes:


  • Publicar Leis do Trabalho;

  • Publicar a Lei das Sesmarias, e obrigando todos os proprietários a cultivarem as suas terras ou arrenda-las a quem as cultivasse.


Esta medidas foram tomadas para aumentar a Mao-de-obra, produtividade agrícola, e para não terem os seus resultados maus na sua produção.



  • A falta de alimentos levou a subida dos preços, os impostos, e até as rendas.

Face a esta situação a população mostrou-se muito descontente, e aí ocorreram muitas revoltas populares, tanto rurais como urbanas. A agitação foi cada vez mais agravada pela crise politíca porque iniciou-se a morte de D. Fernando,pois durante o seu reinado, D.Fernando envolveu-se em muitas guerras rentando conquistar castela, mas nunca conseguiu. Pra selar a paz com Castela casou com D.Beatriz, rei de Castela. Foi assinado o tratado de Salvaterra de Magos, segundo caso D.Fernando nao tivesse um filho varao de D.Beatriz. D.Fernando morreu em 1383, a sua esposa Leonor Teles, sucdeu-lhe mandar aclamar D.Beatriz como rainha. Contudo a população nao aceitou e sendo esta aclamação sentindo que a Independência do Reino estava ameaçada. Foi entao organizada uma conspiração para derrubar todo o poder de D.Leonor Teles, pois aí ela fugiu para Castela, e o mestre de Avis foi aclamado Regedor e Defensor do Reino.


Pois então começou assim a crise do século 1383 a 1385 e um longo período de guerra entre Portugal e Castela.












Conclusão

Conclui que este trabalho foi muito importante, e que nos deu a demonstrar o que os tempos passados o que eram, e o que as pessoas passavam na sua vida.
Com este trabalho fiquei a conhecer melhor e a perceber mais bem a matéria.
Gostei muito de realizar este trabalho e empenhei-me bastante para conseguir alcançar um trabalho mais além.

Bibliografia

Para conseguir realizar este trabalho pesquisei no nosso manual e também retirei algumas coisas da internet.
Realizei este trabalho com pesquisas, mas filo com palavras minhas.

5.18.2009

Arte Medieval:Hervanário


Burguesia/Povo

Hervanário: Aquêle que vende ervas medicinais. Comércio de ervas, loja em que se vendem ervas que se dedica ao estudo das ervas medicinais. Em todos eles, os casos intrincados vinham consultar o hervanário, e ele, comp seguro da sua proficiência, em caso algum recusava o alvitre.



Povo: Conjunto de individuos que têm a mesma origem, a mesma língua, partilham instruções trad~ições, costumes e um passado cultural e hidtórico comum. Conjunto de individuos que ocupam um território determinado e formando uma unidade política, com leis próprias e sob a direcção do mesmo poder, população geral, conjunto da maioria dos individuos de um país, por oposição às classes dirigentes ou às classes mais favorecidas material e culturalmente, comunidade de uma região, vila ou aldeia, pequena povoação, lugarejo, público, os povos das nações.


Ervanário: Aquele que recolhe ou vende plantas medicinais. Estabelecimento de venda de plantas medicinais e produtos naturais.


Burguesia: Classe média da sociedade, qualidade de burguês.

5.14.2009

A Sociedade Senhorial

Uma sociedade tripartida e de ordens


As sucessivas invasões dos muçulmanos, levou com que a população ficasse insegura e formassem uma nova sociedade ruralizada passando a ser a agricultora a principal actividade económica.O clero e a nobreza eram os povos mais ricosA sociedade medieval era tripartida e constituída por três ordens, cada qual com a função:Clero
Membros do cleroO clero tinha funções religiosas onde oravam e celebravam as cerimonias, culturais que era o grupo sócia com mais escolaridade, tendo em seu cargo o ensino ministrado nas igrejas e mosteiros, sociais ajudavam os doentes e os pobres.Neste grupo social podemos distinguir dois estratos, o alto clero onde pertenciam os arcebispos, bispos e abades, e o baixo clero constituído por monges e sacerdotes que viviam de forma modesta.No século X, a preocupação do clero em aumentar a sua riqueza e o afastamento dos valores religiosos levou à criação de duas ordens religiosas a Ordem de Cluny e a Ordem de Cister para a renovação da Igreja Católica.A partir do século XI o Papa passou a ser considerado a autoridade suprema da Cristandade. Em 1276, foi eleito o único Papa português mais conhecido por Pedro Hispano. Depois de eleito tomou o nome de João XXI.

Nobreza


A nobreza era tal como o clero queria a riqueza e também tinham funções militares e de defesa da cristandade. Os nobres formavam uma aristocracia que eram cavaleiros que combatiam na guerra em auxilio do rei e em troca recebiam títulos e doações de bens. Os cavaleiros para estarem preparados para a guerra, o nobres realizavam torneios e participavam em caçadas.A grande nobreza a grande nobreza e o alto clero tinham grandes propriedades, designadas por domínios senhoriais ou senhorios.
O domínio senhorial era composto por duas partes, a reserva que era a terra explorada pelo senhor através dos servos e camponeses e os mansos eram pequenas terras arrendadas pelo senhor aos camponeses ou aos servos em troca de um conjunto de obrigações.Nesta fase vê – se o enfraquecimento do poder real devido ao clima de insegurança. Como tal, os grandes senhores que aprontavam de riqueza e poder militar passam a gozar, nos seus domínios senhoriais, de poderes que deviam ser exclusivos do rei:
Cobrança de impostos às populações
Aplicação da justiça;
Cunhagem de moeda;
Posse de exército.



Feudalismo



O feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média. Segundo o teórico escocês do iluminismo, Lord Kames, o feudalismo é geralmente precedido pelo nomadismo e em certas zonas do mundo pode ser sucedido pelo capitalismo. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei dava-as para eles. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e em troca recebiam o direito a um pedaço de terra para morar e também estavam protegidos dos bárbaros. Quando os servos iam para o manso senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando iam cuidar das terras do Senhor Feudal.



Características
O feudalismo tem início com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder centralizado nas mãos dos senhores feudais, economia baseada na agricultura (feudos) e utilização do trabalho dos servos.
Origem
Com a decadência e a destruição do
Império Romano do Ocidente, por volta do século V d.C. (de 401 a 500), como consequência das inúmeras invasões dos povos bárbaros e das más políticas económicas dos imperadores, várias regiões da Europa passaram a apresentar baixa densidade populacional e baixo desenvolvimento urbano. Isso ocorria devido às mortes provocadas pelas guerras, às doenças e à insegurança existentes logo após o fim do Império Romano. A partir do século V d.C., entra-se na chamada Idade Média, mas o sistema feudal (Feudalismo) somente passa a vigorar em alguns países da Europa Ocidental a partir do século IX d.C., aproximadamente.
O esfacelamento do Império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras que estavam em diversas regiões da Europa favoreceram sensivelmente as mudanças econômicas e sociais que vão sendo introduzidas, principalmente na Europa Ocidental, e que alteram completamente o sistema de propriedade e de produção característicos da
Antigüidade. Essas mudanças acabam revelando um novo sistema econômico, político e social que veio a se chamar Feudalismo. O Feudalismo não coincide com o início da Idade Média (século V d.C.), porque esse sistema começa a ser delineado alguns séculos antes do início dessa etapa histórica (mais precisamente, durante o início do século IV), consolidando-se definitivamente ao término do Império Carolíngio, no século IX d.C.
Em suma, com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses (com medo de serem saqueados ou escravizados). Já na Idade Média, com vários povos bárbaros dominando a
Europa Medieval, foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes de nobres romanos, que eram donos de pequenos agrupamentos de terra. E com as reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo, começou a surgir a idéia de uma nova economia: o feudalismo.
Sociedade
A sociedade feudal era composta por três
estamentos (três grupos sociais com status fixo): o Lord, a nobreza, os camponeses e os Vassalos. Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade).
O
clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas.
A
nobreza (também chamados de senhores feudais) principal função guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem).
Os
servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa, eles eram presos à terra e sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, assim como entre nobres e reis, juravam-lhe fidelidade e trabalho.
Os
Vassalos oferecem ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
Tributos e impostos da época
As principais obrigações dos servos consistiam em:
Corvéia: trabalho compulsório nas terras do senhor em alguns dias da semana;
Talha: Parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre
Banalidade: tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho, o forno, o celeiro, as pontes;
Capitação: imposto pago por cada membro da família (por cabeça);
Tostão de Pedro ou dízimo: 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local;
Censo: tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza;
Taxa de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre;
Formariage: quando o nobre resolvia se casar, todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, era também válida para quando um parente do nobre iria casar.
Mão Morta: Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai da família.
Albermagem: Obrigação do servo em hospedar o senhor feudal.
Muitas cidades européias da
Idade Média tornaram-se livres das relações servis e do predomínio dos nobres. Essas cidades chamavam-se burgos. Por motivos políticos, os "burgueses" (habitantes dos burgos) recebiam freqüentemente o apoio dos reis, que muitas vezes estavam em conflito com os nobres. Na língua alemã, o ditado Stadtluft macht frei ("O ar da cidade liberta") ilustra este fenômeno. Em Bruges, por exemplo, conta-se que uma certa vez um servo escapou da comitiva do conde de Flandres e fugiu por entre a multidão. Ao tentar reagir e ordenar que perseguissem o fugitivo, o conde foi vaiado pelos "burgueses" e obrigado a sair da cidade, em defesa do servo, que se tornou livre deste modo:
Divisão do Feudo
Manso senhorial (domínio): uso exclusivo do senhor feudal.
Manso servil: arrendada aos servos e dividida em tenências.
Manso comunal: terras comuns (pastos, bosques, florestas)
Extinguindo-se totalmente na Europa ocidental por volta de 1500. Em partes da Europa central e oriental, porém, alguns remanescentes resistiram até meados do século XX, como, por exemplo, a Rússia, que só viria a se libertar dos resquícios feudais com a Revolução de 1917.